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Estar em movimento também pode ser uma forma de meditar

Márcia Epstein2026-04-245 min de leitura

Quando se fala em mindfulness, muitas pessoas imaginam imediatamente alguém parado, em silêncio, sentado de olhos fechados. Mas a atenção plena não precisa acontecer apenas na imobilidade. Ela também pode ser cultivada em movimento: ao caminhar, alongar, praticar exercícios ou simplesmente perceber o corpo enquanto atravessa a rotina. O essencial não é a posição, e sim a qualidade da presença com que a experiência é vivida.

Mover-se com atenção plena é diferente de apenas cumprir movimentos no automático. É perceber o contato dos pés com o chão, o ritmo do corpo, a respiração acompanhando o gesto, as sensações que surgem durante a ação. Isso pode transformar práticas simples em momentos de reconexão. Para quem sente dificuldade em parar, o movimento pode ser uma porta de entrada mais acessível para o mindfulness, porque o corpo participa ativamente do processo de voltar para o agora.

Essa integração entre movimento e presença também pode ajudar a reduzir a sensação de desconexão que tantas pessoas carregam. Em vez de viver o corpo como uma máquina que precisa render, a pessoa começa a experimentá-lo como espaço de escuta. E talvez esse seja um dos grandes convites da atenção plena em movimento: sair do modo desempenho e entrar, ainda que por instantes, no modo presença.

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